A utilização do ozônio no processo de tratamento do caldo de cana-de-açúcar (clarificação e esterilização) e no tratamento do mosto de alimentação da fermentação, aos poucos tem se consolidado no mercado sucroalcooleiro. A tecnologia permite a eliminação do uso do enxofre e de outros produtos químicos, como clarificantes, bactericidas e antibióticos. Nossos equipamentos extraem o oxigênio do ar atmosférico e o transformam em Ozônio na própria usina.
Além de garantir um produto mais saudável e reduzir a emissão de poluentes, existe grande redução de custos na indústria com a utilização da nova tecnologia. A substituição destes produtos químicos agrega valor ao produto final.
O processo de clareamento com ozônio tem relação com o potencial de oxidação do gás, quase três vezes maior que o do cloro e duas vezes mais alto que o do enxofre. O resultado é um açúcar mais claro e sem resíduos, pois em contato com a água, o ozônio (O3) volta a ser oxigênio (O2) e água.
Usinas nos estados da Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul já utilizam nossa tecnologia para produção de açúcar sem enxofre e álcool sem antibióticos.
O gás oxigênio é composto de dois átomos de oxigênio. Quando o ar atmosférico é submetido a grandes descargas elétricas, como nas tempestades, ocorre a formação do ozônio. Este nova molécula é composta de três átomos de oxigênio, sendo extremamente instável por possuir um excesso de elétrons. Quando ozônio volta a se tornar gás oxigênio, se estabilizando, ele oxida uma molécula, um átomo ou uma estrutura, independente de ser orgânica ou não.
O uso do ozônio está devidamente registrado no FDA (Food and Drug Administration), o órgão máximo do governo norte-americano que regula o uso de produtos químicos e alimentos nos Estados Unidos. Além disto, o código federal dos Estados Unidos de 18 de outubro de 1982 (Federal Register, vol.47, n°215, de 5 de novembro de 1982, p.50209-502010) afirma que o FDA reconhece a utilização do Ozônio como agente desinfetante
Segue abaixo uma série de micro-organismos e as dosagens de Ozônio para sua eliminação.
Primeira fase: Captação e tratamento do ar atmosférico através de compressores isentos de óleos, de secadores de ar e filtros coalescentes.
Segunda fase*: Separação do ar atmosférico e concentração do oxigênio e do argônio através da peneira molecular.
Terceira fase*: Transformação do oxigênio em Ozônio, através de catalisadores eletrolíticos, em regime contínuo de operação.
Quarta fase: Utilização no Ozônio produzido no caldo a ser tratado.
*Estas fases ocorrem em equipamentos desenvolvidos pela GASIL.
No processo desenvolvido pela GASIL a mistura de caldo de cana, Ozônio e Argônio, circula através de um catalisador eletrolítico que aumenta o potencial de oxidação para 3,07V (Volts). Como a sacarose presente no caldo é uma molécula orgânica e pode ser oxidada pela ação do Ozônio, fizemos ensaios de laboratório para evitar esta oxidação indesejada. Asssim, foi determinado o percentual de argônio necessário na composição dos gases gerados com o intuito de evitar que a molécula da sacarose seja também oxidada pelo alto poder oxidante do Ozônio.
O tratamento do caldo de cana-de-açúcar usando Ozônio é bastante útil na área de clarificação para branqueamento do açúcar, em substituição ao enxofre. Considerando-se todos os benefícios promovidos nas diversas etapas do processo, a produção do álcool através do caldo tratado com Ozônio tem um grande destaque. Entretanto, há diversas outras vantagens: