Nossa proposta permite a combinação de processos para atingir mais rapidamente o objetivo de fornecer para a fermentação um caldo de cana dentro das especificações. Onde este manterá os nutrientes originais e será livre da presença de micro-organismos.
A nossa estratégia de associar duas ou mais tecnologias neste tratamento está em função das características inconstantes do caldo de cana e da água utilizada no processo. Os resultados obtidos são satisfatórios quando realizamos a desinfecção das águas utilizadas no processo através do emprego de irradiação eletromagnética (luz ultravioleta) e utilização de Ozônio com efeito germicida diretamente no caldo de cana. Estas duas técnicas aplicadas em conjunto têm proporcionado resultados mais consistentes e confiáveis para os nossos clientes.
O tratamento eletro-físico do caldo de cana, prevê a instalação de equipamentos emissores de radiações eletromagnéticas com comprimento de onda menor do que a luz visível e maior que os raios X, e com capacidade para produzir alterações físicas quando absorvidas por substâncias orgânicas.
Os equipamentos produzem a radiação eletro-magnética cuja faixa de comprimento de onda situa-se entre 180 nm a 360 nm (nanômetros). O comprimento de onda com maior eficiência de desinfecção bacteriológica é o de 254 nm.
Utilizando apropriadamente os equipamentos de irradiação eletromagnética tipo U.V. proporcionamos a destruição efetiva dos microorganismos (bactérias, vírus, algas e outros) presentes no caldo de cana e na água sem a utilização de produtos químicos antibióticos ou bactericidas. A irradiação eletromagnética atua alterando o material genético (DNA) das células, tornando-as inócuas e impedindo assim sua reprodução, atingindo uma eficiência de destruição de 99,99%.
Além de promover a desinfecção total, nossa tecnologia permite a não formação de biofilme bacteriológico devido ao looping de sanitização das linhas e equipamentos que auxilia na eliminação do TOC com um ultravioleta de menor comprimento de onda na fase de polimento.
Em síntese, nossa tecnologia elimina a necessidade da esterilização térmica e/ou pasteurização. Proporcionamos uma redução bastante significativa do custo do tratamento, além de ser realizado com alta eficiência, contra quaisquer tipos ou classes de micro-organismos.
O mosto de alimentação de fermentação alcoólica é normalmente tratado com bactericidas e produtos químicos antibióticos. O tratamento de desinfecção com uso de produtos químicos, bactericidas e antibióticos, reduz o nível de bactérias e outros micro-organismos, porém deixam resíduos tóxicos prejudiciais às leveduras do processo fermentativo.
A maioria das destilarias permite limites elevados na contagem de bactérias, na ordem 103 ou 104 unidades formadoras de colônia (UFC). Entretanto, mesmo em tratamentos mais sofisticados, como decantação e pasteurização do caldo, o grau de desinfecção desejado, algumas vezes não é alcançado. Contudo, a melhor otimização da produção requer a ausência total de quaisquer micro-organismos no mosto de alimentação.
Tratam-se de micro-organismos de tamanho muito reduzido (< 5 micrômetros), que em meio líquido se multiplicam com extrema rapidez e facilidade, além desenvolverem um movimento browniano com altas velocidades. O nível de sua incidência nestes mananciais que alimentam a destilaria também varia bastante em função das condições climáticas tais como: estação do ano e incidência de chuvas, etc, sendo de difícil previsão.
A eliminação consistente de pseudômonas em esquemas convencionais de tratamento tem sido conseguida somente através de “esterilização térmica/pasteurização” do caldo de cana, aliada a sanitizações periódicas do sistema de bombeamento e tubulações, com vapor.