TRATAMENTO DE EFLUENTES COM OZÔNIO

O principal interesse no uso do ozônio para tratamento de efluentes deve-se ao seu alto potencial de oxidação. Além disso, ele possui pressão parcial bastante inferior à do oxigênio diatômico (O2, ou seja, o gás oxigênio), sendo facilmente absorvido pela água numa interface de bolhas.

O ozônio é utilizado no tratamento de efluente industrial para reduzir a concentração de DQO (Demanda Química de Oxigênio) e destruir alguns compostos químicos como fenóis e cianetos. Seu uso visa, principalmente à oxidação e dissociação de compostos orgânicos não-biodegradáveis. É considerado eficiente na remoção de cor por oxidar a matéria orgânica dissolvida e formas coloidais presentes nos corantes, restabelecendo a coloração natural do efluente.

Por ser altamente reativo e instável, não pode ser transportado ou armazenado, sendo produzido no local da aplicação.

A transferência do ozônio para água inicia com a dispersão do gás na fase liquida, em forma de pequenas bolhas. Posteriormente o Ozônio é incorporado à massa liquida através da interface gás-líquido. A resistência na transferência de massa durante a fase gasosa pode ser considerada praticamente desprezível (HASSEMER, 2000).

Remoção da Cor em efluente industrial

A remoção da cor de efluentes contendo altas concentrações varia em função da dosagem de Ozônio, do tempo de contato do gás com o efluente, da velocidade ascendente das bolhas do gás, da velocidade descendente do líquido e da concentração do material colorido.

O Ozônio apresenta resultados efetivos na remoção da cor em efluentes têxteis, pois ele quebra as duplas ligações dos corantes, que estão associadas à cor. O pH e a condutividade praticamente permanecem constantes, enquanto a cor diminui gradativamente durante a Ozonização.

Di Matteo (1992), citado por Hassamer (2000), com base em dados de pesquisa relatou que a pré-ozonização aumenta a remoção tanto da cor verdadeira como da cor aparente, quando associado a outros processos de tratamento.

Desinfecção de efluentes

A desinfecção é considerada o principal mecanismo de inativação ou destruição de organismos patogênicos, com o objetivo de prevenir a proliferação de doenças transmitidas pela água.

O potencial de desinfecção do Ozônio, uma de suas mais marcantes propriedades, foi descoberta em 1886. Hoje sabe-se que Ozônio é um poderoso oxidante capaz de promover a desinfecção com menor tempo de contato e concentração que outros, tais como cloro, dióxido de cloro.

A desinfecção por ozônio é muito efetiva principalmente contra bactérias.

“A efetividade da desinfecção depende da susceptibilidade do organismo que se pretende eliminar, do tempo de contato e da concentração de ozônio.” (UNITED STATES.ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY, 1999b).

O mecanismo de desinfecção utilizando ozônio inclui:

  • Oxidação/destruição da parede celular com o extravazamento dos componentes;
  • Reações irreversíveis com estruturas celulares dos microorganismos;
  • Danos aos constituintes dos ácidos nucleares e;
  • Ruptura dos elos de carbono-nitrogênio pela despolimerização.

Fases do processo

  • Foto 1 – Bactéria sadia;
  • Foto 2 – Parede celular da Bactéria sendo atacada pelo Ozônio;
  • Foto 3 – Início da oxidação da Parede celular da bactéria;
  • Fotos 4, 5 e 6 – Ruptura e destruição da bactéria.